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terça-feira, 8 de junho de 2010

IBGE

PIB cresceu 9% no 1º trimestre na comparação anual, diz IBGE

Crescimento é o maior registrado desde 1995, diz instituto.
Em relação ao último trimestre de 2009, alta foi de 2,7%.

Do G1, no Rio e em São Paulo

Crescimento forte reflete comparação fraca, já que 2009 foi marcado pela crise

A economia brasileira teve crescimento de 2,7% no primeiro trimestre de 2010 em relação ao quarto trimestre do ano passado, informou nesta terça-feira (8) o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Em relação ao primeiro trimestre de 2009, a expansão do Produto Interno Bruto (PIB), que é a soma de todas as riquezas produzidas pelo país, foi de 9%. O resultado dessa comparação, segundo o IBGE, é o maior da série histórica da pesquisa, iniciada nestes moldes em 1995.

De acordo com a gerente de contas do IBGE, Rebeca Pallis, o resultado tão forte na relação um ano atrás reflete a base fraca de comparação, já que 2009 foi um ano em que a economia sofreu os efeitos da crise financeira mundial iniciada em 2008.

"Este é o trimestre dos recordes positivos porque comparamos com uma base deprimida, que foi o primeiro trimestre de 2009, quando o PIB tinha caído 2,1% e era um recorde de queda", disse a gerente.

EXCLUSIVO: Setores do PCdoB planejam fazer ex-vereador em Guanambi suplente de Lídice


Apesar de manter a conversa em sigilo, setores do PCdoB tencionam fazer o ex-vereador e ex-candidato a prefeito de Guanambi Paulo Costa suplente da candidata ao Senado Lídice da Mata (PSB). O principal argumento do partido é que Costa faria um bom contraponto para a chapa de Jaques Wagner, já que os candidatos a vice de Paulo Souto (DEM), o ex-governador Nilo Coelho, e de Geddel Vieira Lima (PMDB), o atual vice-governador Edmundo Pereira, são da mesma região. Costa foi candidato a prefeito de Guanambi contra Nilo em 2008, quando obteve 39% dos votos. A determinação do PCdoB em fazer o suplente de Lídice, revelada por este Política Livre na semana passada, enfrenta resistências no próprio PSB, onde pelo menos dois nomes despontam como interessados – o do ex-secretário de Estado Sérgio Gaudenzi e o do empresário Sylvio Simões, herdeiro do jornal A Tarde.

Editorial: Quem precisa de dossiês?


Feriados prolongados, quando as notícias geralmente escasseiam, são propícios àquilo que a gíria político-jornalística chama de "factóides", isto é, acontecimentos inventados para terem repercussão beneficiando seus autores.

A regra foi seguida neste Corpus Christie; a senha foi dada por uma reportagem publicada na revista Veja ("Ordem na Casa do Lago Sul", 2/6/2010) que difundiu, dentro do figurino em que a publicação se especializou, suposições e informações vagas sobre uma pretensa "fábrica de dossiês" que funcionaria no comando da campanha de Dilma Rousseff.

Provocou barulho ao longo da semana. E, ante as acusações levianas contra Dilma nas primeiras páginas dos jornais e na boca do próprio candidato oposicionista, a direção do Partido dos Trabalhadores decidiu interpelar o tucano José Serra na justiça, para que ele esclareça as acusações que fez contra a candidata do campo democrático e progressista. Mas há um significado no episódio. Ameaças de usar dossiês com "acusações" contra adversários políticos para desviar o curso do necessário debate político é uma prática de largo curso no campo conservador. O senador baiano Antonio Carlos Magalhães, expoente do campo da direita e um dos principais suportes do governo demo-tucano de Fernando Henrique Cardoso (do qual José Serra foi uma figura central), era conhecido por brandir "dossiês" contra seus adversários.

Acusações desse tipo já tiveram consequências devastadoras contra candidaturas promissoras à presidência da República. O exemplo mais notável é o dossiê pela mídia em fevereiro de 2002 com acusações contra a então pré-candidata do PFL à presidência da República, Roseana Sarney. Sua pré-candidatura foi demolida, com grande benefício justamente para o atual pré-candidato tucano à presidência da República, José Serra, que se tornou, com o afastamento de Roseana do páreo, o único candidato do campo conservador à eleição presidencial daquele ano. Mas não adiantou nada e Lula, naquele ano, foi o vencedor da eleição presidencial.

As acusações de uso de dossiês para criar situações constrangedoras para adversários políticos se sofisticaram e, agora, assumem a aparência defensiva de denúncia de autoria de dossiês. Uma prática que pode esconder a defesa antecipada contra revelações legítimas de procedimentos políticos que o tucanato preferia deixar no esquecimento.

Nesta semana, a revista CartaCapital revelou que o suposto dossiê noticiado por Veja pode ser, na verdade, um livro que o jornalista Amaury Ribeiro Jr. vai publicar, intitulado Os Porões da Privataria, com revelações sobre os bastidores da liquidação do patrimônio público brasileiro e a participação de José Serra e outros membros da cúpula tucana na venda das estatais durante o governo de Fernando Henrique Cardoso.

É tudo o que o pré-candidato tucano não quer. A recordação da atuação privatista no passado - que, aliás, não foi esquecida pelos brasileiros - pode ser explosiva para sua postução, que já enfrenta dificuldades crescentes. Elas vão desde a incapacidade em definir um candidato a vice, dando à pré-candidatura de José Serra um nítido aspecto de "meia candidatura", até a própria condução da propaganda política do candidato, contestada por notáveis demos e tucanos.

Nesta situação, quem precisa de dossiês e contra-dossiês? Certamente não é a pré-candidata do campo progressista, a ex-ministra Dilma Rousseff.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Prefeituras ainda têm dúvidas sobre Lei da Transparência



Lei começa a vigorar nesta sexta-feira (28) e prefeituras devem se adequar e publicar contas na WEB.


Apesar do lançamento nesta quinta-feira (27) da consulta "Informações Diárias" no Portal da Transparência (www.portaltransparencia.gov.br), o governo federal deixou para publicar na última hora o decreto que deve regulamentar as regras para o cumprimento da Lei Complementar 131, de 27 de maio de 2009, a chamada Lei da Transparência.

A ferramenta anunciada hoje, desenvolvida pela Controladoria-Geral da União (CGU) em parceria com a Secretaria do Tesouro Nacional (STN) e o Serpro, faz com que a União cumpra a Lei da Transparência, mas ainda provoca dúvidas sobre a aplicação da norma, principalmente entre os municípios.

A alteração na Lei de Responsabilidade Fiscal, sancionada no ano passado pelo presidente Lula, prevê que a União, os Estados, o Distrito Federal e os municípios com mais de 100 mil habitantes devem publicar os seus gastos e despesas em tempo real na internet.

O prazo para que a legislação seja cumprida começa a valer a partir de amanhã (28), mas até agora a STN não definiu o que será classificado como tempo real nem o prazo para publicação dos dados na web. A única confirmação até agora é de que o decreto será publicado ainda hoje, já que a lei prevê que o prazo começa a vigorar nesta sexta-feira.

Mesmo sem estabelecer o que deve ser definido como tempo real, o governo diz que estados e municípios que não cumprirem a lei serão punidos. "A regra é autoaplicável, e a sanção por descumprimento é aquela já prevista na lei", disse o ministro Jorge Hage, da CGU, em entrevista ao jornal O Estado de S.Paulo no último dia 18.

Dilma Fala Sobre Agicultura Familiar


Marcelo Barreto


Marcelo Barreto, Zé Doutor, Romeu Thessing, Marcondes, Dona Bete e várias lideranças de Bom Jesus da Lapa, Santana, Sitio do Mato, Serra do Ramalho e Paratinga dirigiram o grande evento onde foram encaminhados os pleitos da região relacionados ao Programa “Luz para Todos”, Meio Ambiente e Segurança Pública. Mais de 1000 trabalhadores rurais e urbanos comparecerem em massa ao evento que foi considerado o mais representativo já realizado na Região Oeste. No final do evento as lideranças manifestaram apoio ao trabalho de Marcelo Barreto e Zé Doutor Presidente da FETAG-BA.

sábado, 5 de junho de 2010

Lula sanciona Ficha Limpa; Judiciário irá decidir sobre aplicação nas próximas eleições

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou o projeto do Ficha Limpa sem vetos, nesta sexta-feira (4). A notícia foi confirmada pela Casa Civil da Presidência da República, no início da noite.

A nova lei, que será publicada no sábado (05) no "Diário Oficial", impede a candidatura de políticos condenados por um colegiado (mais de um juiz), mas ainda gera uma dúvida: se valerá ou não para candidatos condenados antes da lei ser sancionada.

Segundo o presidente da Abrampe (Associação Brasileira de Magistrados, Procuradores e Promotores Eleitorais) e integrante do comitê nacional MCCE (Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral), o juiz Marlon Reis, o terceiro artigo da lei explica que ela pode ser aplicada a políticos já condenados

“Nunca tivemos dúvida de que a lei, se aprovada, com base no artigo 3º do projeto Ficha Limpa, possa ser aplicada para casos anteriores”, diz Reis.

Pelo artigo 3º do projeto Ficha Limpa, os candidatos já julgados e condenados à inelegibilidade que queiram se candidatar novamente têm 15 dias para entrar com recurso e tentar revogar a situação.

“Os condenados pela Justiça têm esse prazo [15 dias] para entrar com recurso. No projeto, o artigo 3º oferece o mesmo prazo para candidatos condenados, antes da lei, que queiram disputar eleições novamente. Sendo assim, esse artigo só tem sentido se a lei contemplar políticos já condenados”, explica Reis. Em entrevista ao UOL Eleições, ele já havia adiantado que acreditava na sanção do presidente Lula sem vetos.

Neste sábado (5), o MCCE vai esclarecer as dúvidas dos internautas sobre a aplicação do projeto, no site oficial do movimento, a partir das 15h.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Dilma encontra o ilegal Oliver Stone Cineasta ficou retido no aeroporto até obter o “desembarque condicional”

Durou uma hora e 10 minutos o encontro do cineasta Oliver Stone com a pré-candidata à Presidência Dilma Rousseff, em uma casa no Lago Sul, em Brasília, no comitê de pré-campanha. Ele chegou às 11h30min, e foi recebido por Dilma na entrada principal. Stone só foi autorizado a permanecer no Brasil com uma concessão especial por não ter visto para entrar no país.

Oliver Stone está no Brasil para o lançamento do filme Ao Sul da Fronteira. Ele tinha convidado Dilma para o lançamento, na segunda-feira, em São Paulo, mas ela não pode ir, alegando outros compromissos.

Stone se convidou, então, para um encontro com a pré-candidata, o que ocorreu em Brasília. O filme retrata o cenário político da América Latina, destacando os principais presidentes e em especial Hugo Chávez, da Venezuela, e Evo Morales, da Bolívia. O cineasta também entrevistou Lula além de Cristina Kirchner (Argentina), Raul Castro (Cuba), Evo Morales (Bolívia), Fernando Lugo (Paraguai) e Rafael Correia (Equador).

O cineasta também não pode participar do lançamento, na segunda-feira, em São Paulo. A falta de visto para entrar no Brasil o impediu de chegar a tempo para o evento.

Segundo a Polícia Federal, o diretor e mais duas pessoas da equipe desembarcaram no Aeroporto de Cumbica, em Guarulhos, por volta das 19h sem o documento necessário para ingressar no Brasil.

O problema foi solucionado com a concessão do “desembarque condicional”, que permite a estadia de pessoas sem visto no país durante oito dias. Por volta das 21h, o cineasta deixou a Polícia Federal no aeroporto.

Que Brasil é este dos 5% que nunca apóiam Lula?

Ricardo Kotscho, em seu blog, levantou uma curiosa questão. Como ele diz, vale uma pesquisa, uma tese acadêmica, uma investigação científica. Ou até mesmo uma reportagem de capa. Afinal, que Brasil é este dos 5%?

Kotscho escreveu: Entra pesquisa sai pesquisa, lá estão os 5%, do mesmo tamanho, que consideram o governo Lula ruim ou péssimo. A aprovação do presidente Lula e do governo pode variar de 70% a 80%, a depender do instituto, os restantes ficam na categoria regular, mas, invariavelmente, aparecem os 5% de insatisfeitos, com o governo e com os rumos do país, e tanto faz que esteja acontecendo um momento bom ou ruim.

Na minha opinião, mesmo sem pesquisar, dá para imaginar quem são estes 5%. Entre eles estão os militares torturadores e os militares influenciados pelos militares torturadores. Aí estão os que se situam no topo da classe média alta. Os ricos, que não gostam de pagar impostos, reclamam de tudo, chegados a um racismo explícito e um ódio à pobreza. São os reacionários de sempre, pessimistas. Entre eles estão os formadores de opinião da mídia brasileira, com certeza. As Eliane Catanhede da vida, as Myriam Leitão, as Dora Kramer. Entre eles está uma boa parte dos leitores da revista Veja.

Ricardo Kotscho tem outra interpretação: “Mais do que um posicionamento político-partidário ou mesmo ideológico, como à primeira vista indicam as pesquisas, creio que se trata de um fenômeno psíquico, algo mais ligado aos sentimentos do que à razão, ao comportamento humano de um núcleo duro que é do contra porque é do contra, quaisquer que sejam suas motivações”.

Acrescenta Kotscho: “Em termos absolutos, estes 5% representam mais ou menos 9 milhões de brasileiros, o mesmo universo dos que lêem habitualmente jornais e revistas da grande mídia, o que pode representar uma primeira pista para entendermos seu pensamento”.
Fonte: Politica Livre

Uneb de Caetité prepara lançamento da revista eletrônica Crítica & Debates



Um novo canal de disseminação de pesquisas nas áreas de história, cinema e educação vai ser disponibilizado pela Universidade do Estado da Bahia (Uneb).
No Campus VI, em Caetité, o Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (DCHT) está preparando a primeira edição da publicação eletrônica Crítica & Debates: Revista de História, Cinema e Educação, que tem previsão de lançamento para agosto.

O novo veículo, que terá publicação semestral, está selecionando – até 15 deste mês – artigos e resenhas de livros e filmes para o seu primeiro número.

Estudantes de pós-graduação, pesquisadores e professores do ensino superior e da educação básica interessados em participar devem enviar suas produções para o e-mail criticaedebates@uneb.br, seguindo as normas orientadas pela organização da publicação.